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Reflexão – Você tem fome de quê?

Posted in mensagens with tags , , , , , , , , , , on maio 23, 2011 by chriskato

Sabemos bem, como aqueles que se perceberam em Deus, em Cristo, de que Ele nos fornece o alimento necessário, na justa medida, na perfeita provisão, nos fartando conforme as necessidades que sabe que temos.

Quando temos fome de Deus, não somos confundidos e o alimento que Ele nos dá, supre nossas necessidades, mesmo que ele não seja o mais saboroso ao nosso paladar, o mais cheiroso, o mais bonito aos olhos, mas é este alimento que verdadeiramente nos mantém e ele nos é dado diariamente, sem falta.

Satanás age em nossas vontades, onde somos frágeis. Reconhecendo nossa “fome”, o inimigo sempre nos oferece pratos que supostamente são saborosos, cheirosos, bonitos, muito bem montados, como por um “Grand Chef De Cuisine”, um grande chefe francês.

O inimigo tentou Jesus no deserto justamente naquilo que lhe parecia essencial, quando Satanás investe justamente nas vontades e necessidades de Cristo para tentar obter êxito. A primeira investida foi justamente na fome física de Jesus após jejuar 40 dias e 40 noites no deserto. Depois o inimigo investe em outra vontade de Jesus, que era se fazer conhecido como o verdadeiro messias, o filho amado e querido de Deus, por todos, mas como o Senhor não precisava provar nada neste momento e desta maneira, recusou-o a oferta do diabo. Por último, Satanás o levou a um alto monte para lhe mostrar todos os reinos do mundo e como Jesus carregava a característica messiânica de ser o Cristo, o Senhor desejava ver todas as nações prostradas a Deus, mas o diabo não considerou que embora Jesus estivesse na condição do Deus encarnado, que Ele tinha a cabeça e a mente de Deus e por isso o diabo saiu frustrado de seu intento. Mas conosco, não é bem assim que funciona, somos mais frágeis, sobretudo, quando agimos por conta própria, desconsiderando os cuidados de Deus.

Texto para verificação e reflexão – Mateus 4: 1-11

Existem diversos tipos de fomes, paladares. A que vem primeiramente em nossa mente é a fome física, a vontade de suprir as necessidades do corpo humano com alimentos. Mas também existe a fome por poder, por ganância, por sucesso, por prostituição, por dinheiro, por fama, por reconhecimento, etc… São tantas fomes… São tantos paladares…

Por muitas vezes nos alimentamos dos manjares, rejeitando o que Deus coloca a nossa mesa, desdenhando do que o Senhor tem para nós como alimento. Quase sempre queremos mais… Mais sabor, mais aroma, mais beleza no prato que nos é servido… Somos seduzidos por isso. Queremos quase sempre mais!

Exemplos práticos:

Um pescador só fisga um peixe quando coloca uma isca (comida para peixe) a fim de atrair e capturá-lo. Um anzol vazio não é atrativo para um peixe, correto?

Um caçador de passarinhos coloca comida (alpiste ou outro alimento destinado a este tipo de animal) para atraí-lo e capturá-lo em uma arapuca (instrumento rudimentar, mas eficiente para a captura de pássaros), prendendo-o, cerrando-o em uma gaiola posteriormente.

Reparem que é mediante a fome e o que é servido como alimento que fazem com que estes animais tenham como destino, serem capturados e retirados de sua liberdade. O peixe geralmente vai para a panela, já o pássaro, tem como destino ficar preso em uma gaiola.

Será que podemos nos enxergar nestas situações também? Será que não somos apanhados muitas vezes por nossas vontades, nossas “fomes”?

Estou utilizando a palavra “Fome” como figura de linguagem, uma metáfora, mas leia-se “Vontade, Desejo”.

A insatisfação do homem mediante aos cuidados de Deus:

Muitas vezes demonstramos insatisfação para com os cuidados de Deus em relação a nós.

Ele nos alimenta, nos dá o que é necessário para nos mantermos, para vivermos, mas quase nunca estamos satisfeitos com o que Ele nos dá. É a questão do “quase sempre queremos mais”.

Vejamos como os Hebreus murmuraram contra Moisés e Arão, quinze dias após deixarem o Egito, rumando pelo deserto a caminho da terra prometida.

Segundo a bíblia, o povo hebreu preferia morrer na escravidão de Faraó, porque lá mesmo sendo escravos, eram bem tratados e tinham fartura de pão e carne e por este motivo, a fome, o “querer mais”, esqueceram-se da bondade de Deus.

Texto para verificação e reflexão – Êxodo 16: 1-4

No texto do livro do profeta Joel, capítulo 2, dos versos 18 ao 27, podemos constatar que nosso Senhor Deus supre as nossas necessidades físicas e espirituais e que não devemos nos preocupar em tomar as rédeas da situação, porque Deus está no controle e nos dará o que é necessário e melhor. Neste texto do livro do profeta Joel, Deus fala com Israel, seu povo, mas como também recebemos a adoção por parte de Deus, também podemos nos valer dele.

Texto para verificação e reflexão – Joel 2: 18-27

Sabemos então que o diabo nos tenta em nossas necessidades, vontades e fomes e também sabemos que Cristo o venceu na carne, por ter a mente e a cabeça de Deus, portanto, também podemos vencer as tentações e as ofertas que o diabo nos oferece nos valendo da graça que nos fora dada, a fim de termos a mente de Cristo Jesus.

Leitura de texto para verificação e reflexão: 1 Coríntios 2: 13-16

Se podemos, pela graça, termos a mente de Jesus Cristo, podemos assim, discernir espiritualmente todas as coisas a fim de que não sejamos confundidos e sejamos alimentados com aquilo que vem única e exclusivamente de Deus. Desta feita, teremos uma vida espiritual saudável.

No Amor de Cristo Jesus,

Chris Kato