Arquivo para Deus

Vem, vamos pra rua Brasil!

Posted in Cristãos, Jesus, Reflexões with tags , , , , , , , , , , , , , , on junho 19, 2013 by chriskato

Paciência tem limite, já diz o antigo adágio popular…

Vivemos nestes dias um “despertar do sentimento cívico coletivo” e o estopim foram os aumentos das tarifas nos transportes públicos Brasil afora.

Tal “grito de indignação” desencadeou tantos outros sentimentos há muito entalados nas gargantas e corações de muitos.
É qualquer coisa de maravilhoso ver pessoas unidas em prol de um objetivo comum, dispostos a caminhar por horas, gritar a plenos pulmões até a voz se esvair, erguer cartazes, tremular bandeiras, proclamar o amor a pátria, a nossa terra.

É lindo ver tantas pessoas de etnias, religiões, classes sociais tão distintas, caminhando de braços dados, entoando coros em uníssono, bradando por justiça, contra a bandalheira que corre solta entre os que governam nosso país… Lindo mesmo! Eu pelo menos acho.

Em tempos de globalização, de acesso fácil a informação, computadores, smartphones, tablets, todos conectados, através das redes sociais, onde todos se mobilizam, ganham voz, força… Muitos descobriram que esta ferramenta serve muito mais do que apenas para publicar futilidades, textos vazios… É o povo com a “voz amplificada”, de cara pro mundo!

Eu como qualquer cidadão de bem, também não me conformo com o sistema que oprime as maiorias e que privilegia minorias, que serve de trampolim para enriquecer poucos em detrimento da miséria de muitos, muitos mesmo! Também fico perplexo com verdadeiros “Coronéis do Cacau” trajados de parlamentares enriquecerem com os esquemas fraudulentos, superfaturando obras, viajando às custas dos impostos que pagamos, amealhando fortunas em troco da barriga vazia das crianças do nosso Nordeste e demais regiões assoladas pela miséria em nossa Terra Brasilis.

Desde os tempos do Brasil Colônia é que sofremos com as bandalheiras dos “Senhores Feudais” que governam (?) nossa nação. Parece-me até que já é algo cultural, até então, aceito com passividade por todos aqueles que são (eram?) vitimados por tal sistema…

Como descrevi acima, acho muito válido o povo ganhar às ruas, protestar (desde que pacificamente, claro), exigir seus direitos, gritar: “Basta a corrupção!”

Mas o que me deixa um pouco receoso com tanto barulho, é se as pessoas realmente estão convictas dos porquês de estarem indo às ruas, se realmente reconhecem o fundamento de seu engajamento…

Primariamente, todo este movimento se organizou e se originou por conta do aumento de R$0,20 ou R$ 0,30 nas passagens dos transportes coletivos em todo o Brasil… Posteriormente, argumentos a respeito dos gastos bilionários na construção dos estádios para as Copas (das Confederações e do Mundo, essa em 2014), onde é evidente o superfaturamento das obras, também foram levados aos dizeres nos cartazes e nos coros ecoantes, desferidos a plenos pulmões pelos manifestantes.

As perguntas que me vem a cabeça são:

1 – Por que, quando nosso país candidatou-se a sede de ambas as competições (isso sem contar as Olimpíadas de 2016 no Rio), ninguém foi às ruas? Aliás, por que, mesmo depois do Brasil ser anunciado como sede das Copas supracitadas, ninguém indignou-se e foi às ruas? Aliás, no primeiro jogo da Copa das Confederações Fifa Brasil 2013, quando do discursos de abertura da atual “presidenta”, muitos vaiaram-na, mas pergunto: Se esse brasileiros estavam tão indignados com as obras fraudulentas na construção dos estádios e demais questões que envolvem estes eventos, o que eles faziam nas arquibancadas lotadas no Maracanã com Vuvuzelas, bandeirolas e caras pintadas de verde e amarelo? Quanta hipocrisia…

2 – Por que, quando dos aumentos abusivos dos combustíveis foram anunciados (estou falando, não de apenas 1 ano pra cá, mas sim, de reajustes anteriores, em anos anteriores), sabido que a alta dos mesmos geram impactos severos em todos os aspectos de nossas vidas, ninguém organizou movimentos e as ruas não foram invadidas para protestar contra tais abusos?

Essas são as perguntas do momento ecoando em minha cabeça, mas muitas outras tenho a fazer quando reflito a respeito desta situação como um todo.

É no mínimo muito, mas muito estranho, assistir ao partido da ocasião (que sempre fomentou/apoiou protestos, manifestos e é historicamente conhecido por isso) no papel de opressores, enquanto os partidos de oposição (que historicamente são reconhecidos por reprimirem tais atos) estão do lado contrário na atual situação… Temos uma eleição presidencial marcada para o próximo ano… Será coincidência ou o acaso?

Estes “senhores”, distintos parlamentares, o governo, estão acostumados e detém habilidades no jogo da manipulação, de manobrar as massas, de fazer de alienados, seus escudos.

É necessário gritar por justiça sim, mas é necessário reconhecer o teor do que se pleiteia, estar devidamente esclarecido quanto às bandeiras que se ergue e hasteia!

Em minha humilde opinião (não sou senhor de razão alguma!), não adianta fazer tanto barulho neste momento de ânimos sobressaltados, de exaltação do orgulho em ser brasileiro e não se valer da principal arma que temos para mudar definitivamente os rumos desta nação, que é nas urnas, com votos conscientes!

Quantas vezes não presenciei “macacos velhos” da política, metidos nos mais escabrosos escândalos e fraudes, muitos comprovados, voltarem aos cargos públicos depois da “poeira baixar”. Acho que cada um de nós tem uma ou mais histórias deste teor para contar, não é mesmo?

Manifestantes de memória curta, sem responsabilidades cívicas verdadeiras, sem pleitos conscientes, são alvos fáceis nos joguetes malignos dos políticos corruptos!

Portanto, fica o meu apelo. Vamos às urnas com consciência cívica, com fé e com esperança! Desta maneira nosso pleito, nosso manifesto ganha real sentido!!!

Outra questão é: Nosso pleito, como cristãos (eu sou um dos que creem nos ensinamentos do bom mestre de Nazaré, conhecido como Jesus, o Cristo!) tem de ser de cunho social. Explico.

Nos comentários que tenho colhido das pessoas engajadas nas manifestações que tem ocorrido, noto que o teor dos argumentos giram quase sempre em torno do benefício próprio. “Não é justo eu pagar tantos tributos e não me beneficiar!”.

Alguns outros: “Com mais dinheiro no bolso eu poderia trocar de carro, viver melhor a vida, ter acesso a mais bens, viajar mais”.

Nada disso é ilícito, mas para um cristão, não convém que seja assim. Dividir é uma divina e importante lição.

É sabido que nosso país possui riquezas tantas, que havendo uma distribuição de renda mais justa e correta, pessoas teriam mais oportunidades de fato, mas ouso dizer que se não houver compaixão, preocupação com o social, os miseráveis continuarão miseráveis, fruto ainda sim, de corações duros, mesquinhos.

Por que é tão incomum vermos manifestos por àqueles que morrem a míngua no norte/nordeste e demais regiões de nosso vasto Brasil?

E o que dizer de manifestos contra a prostituição infantil e contra o trabalho escravo nos rincões deste país de dimensões continentais? Você os vê com frequência? Eu não!

É preciso manifestar-se contra a corrupção sim, votar com consciência sim, mas desde que o alvo seja sempre o bem estar de todos, não de poucos, caso contrário, a história muda de figuras, mas não de conteúdo.

Jesus Cristo sempre se preocupou com o social, ou seja, com o coletivo, com pessoas. Aliás, deu-se por elas, por amá-las, por entender que o coletivo é o que importa e não o favorecimento de alguns, afinal de contas, Ele se deu por todos àqueles que desejam se entregar a Ele!

Nem mesmo os milagres que fez foram para o favorecimento de alguns. Todo milagre é coletivo. Explico novamente.

Quando nosso Senhor Jesus agraciava alguém com um milagre, tal ato de graça não somente abençoava o alvo do ato miraculoso, mas sim, muitos ao redor. As testemunhas oculares tinham a fé edificada e a esperança renovada e os que apenas ouviam falar dos bondosos atos do Messias eram invadidos por uma alegria contagiante, cientes de que o Deus Conosco (Emanuel) de fato havia chegado a Terra. Portanto, ouso dizer que todo milagre é coletivo, que Cristo pregou a unidade entre todos, deixou lições bem claras de que é preciso viver em comunidade e preocupar-se além de si mesmo.

Tenho certeza de que se pararmos apenas dez minutos para refletirmos, encontraremos pelo menos uns cinco motivos para sairmos às ruas pelo menos uma vez por semana, já que são tantas as misérias e injustiças sociais.

A minha oração é para que deixemos de orbitar apenas em torno de nós mesmos e que possamos aprender mais de Cristo, que nos ensinou que devemos amar uns aos outros como a Ele e a nós mesmos, portanto, devemos sim gritar por justiça, porém, para o benefício de muitos!

O que me alegra é que ao mesmo tempo que converso com pessoas que parecem viver uma alienação, outras, sabem muito bem o que pleiteiam, sabem que o grito de manifesto é coletivo e para o bem estar de todos.

Que Deus nos abençoe com consciência cívica, sabedoria, discernimento. Que Deus abençoe a nação brasileira e seja Ele a nos guiar para tempos melhores.

no amor de Cristo, com fé e consciência cívica.

Chris Kato

Ps: Escrevo este texto também no calor de minhas emoções, na efervescência em que se encontram tantos outros e como alguém que participa deste momento em nosso país, por isso, peço para que me perdoem pela extensão do mesmo. Se você se enxergou nestas palavras, este texto é teu também. Não desejo que ele seja amplificado, compartilhado, mas apenas que gere alguma boa reflexão em você que o lê.

Pastor Antonio Carlos Costa nas ruas do Rio de Janeiro. Pleito em favor de todos, consciente de sua fé e civilidade!

Pastor Antonio Carlos Costa nas ruas do Rio de Janeiro. Pleito em favor de todos, consciente de sua fé e civilidade!

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Reflexão – Estar em Cristo

Posted in Jesus, Reflexões with tags , , , , , , , , , , , on setembro 15, 2012 by chriskato

Esta é uma reflexão feita em uma reunião de nosso grupo interdenominacional, realizada na última sexta-feira (14/09/2012), na qual discorremos sobre a necessidade que temos de voltarmos as questões elementares do evangelho, com temas que cremos ser relevantes e que estão caindo em desuso nos sermões de muitos atualmente (pra falar a verdade, há algum tempo, um bom tempo…). Eis o conteúdo base que venho através do blog compartilhá-lo com todos vocês.

Quantas vezes nós já ouvimos cristãos falando e orando desta maneira como se o Senhor não estivesse conosco o tempo todo: Senhor Jesus, venha estar comigo, esteja conosco, ande comigo Senhor…

Mas em Mateus 28: 20 o próprio Senhor Jesus nos relata que estará conosco todos os dias, até a consumação dos séculos, então é uma promessa do próprio Cristo para nós, ou seja, vamos passar para a próxima pauta, pois este é um assunto garantido, encerrado!

A grande questão para que tenhamos uma vida intima e constante com Deus é que nós estejamos n’Ele, no seu filho unigênito, o Cristo e em seu Espírito, que é Santo, pois Ele está conosco o tempo todo, até a consumação dos tempos, assim como prometido no texto acima, encontrado no evangelho de Mateus.

Não há segredos, estratégias ou atalhos.

Para que sejamos mais constantes em nosso caminhar na fé cristã temos mesmo que buscá-lo (“E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” – Jeremias 29: 13), portanto compreendemos que quanto mais o buscamos, mais o achamos e que quanto mais o achamos, mais nos encontramos n’Ele!

São nossas más escolhas, más ações e nossas rebeliões contra Deus é que nos afastam d’Ele e perceba, nós é que nos afastamos de nosso Senhor e não Ele de nós.

É preciso estar em Cristo (Ele já está conosco, lembra?), permear nosso agir, nosso pensar, nosso falar, nossa percepção das coisas e fatos, bem como perdoar, doar-se, servir, tornar-se humilde, manso e amar o que Ele ama, que são pessoas (1 João 4: 7 ao 21).

O que devemos entender é que nós é que devemos estar n’Ele como o ramo enxertado na videira (João 15: 04) para que assim nós sejamos mais constantes em nossa fé e caminhada cristã.

O fato é que a cristandade em muito de sua totalidade parece estar fora do próprio Cristo, o que é incoerente, pois se o Senhor Jesus quis dizer exatamente o que disse em Mateus 7: 16 ao 20 (pelos frutos os conheceremos), isso é uma constatação verdadeira, pois olhando para nós, existem poucas semelhanças que nos fazem parecidos com o bom mestre.

O desamor de muitos, a sede de poder de outros, o querer um Deus pessoal que apenas serve para “dar coisas”, do Deus que faz prosperar (financeira e materialmente), a perseguição pelo milagre pessoal sem importar-se com o sofrimento do irmão que se assenta ao lado no banco da igreja… Os sinais de que estamos nos afastando de Jesus são evidentes.

Não é preciso apontar uma outra pessoa, basta olhar para dentro de si mesmo.

Cada vez mais tenho a convicção de que é preciso (e com urgência) voltarmos para Deus, voltarmos ao evangelho de Jesus Cristo, estarmos n’Ele para que sejamos coerentes com a fé que professamos e para que realmente sejamos luz e sal para um mundo em trevas e sem sabor.

No amor de Cristo,

Chris Kato

FELIZ PÁSCOA COM CRISTO!

Posted in Jesus with tags , , , , , on abril 8, 2012 by chriskato

Jesus Cristo, o único motivo de celebração nesta data

Posted in Jesus with tags , , , , , , on dezembro 24, 2011 by chriskato

A graça e a paz de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo a todos!

Meus queridos amigos e amigas, aproveito este momento para lhes desejar uma ótima noite de Natal, lembrando que o motivo (mesmo que esta, teologicamente, não seja esta a data de nascimento de nosso Salvador e Redentor) desta noite de comemoração não são as mesas fartas (realidade distante de muitos…), o dar e ganhar presentes (realidade ainda mais distante de outros muitos…), mas sim, trazer a memória e ao coração que o amor de Deus nos alcançou através de Jesus Cristo, o Deus que se fez homem, cumpriu sua paixão, morte e ressurreição, tudo isso para que tivessemos novamente acesso a Deus e um convite para a eternidade com o Rei.

Que este sentimento abunde em teu coração, não somente nesta noite, mas desejo que este sentimento seja vivo em ti para o resto de tua vida.

Deixo uma mensagem maravilhosa do Ed René Kivitz preparada para a série Talmidim especial de Natal, ressaltando a importância de Jesus Cristo, o Deus conosco, em nosso viver.

Que você tenha um ótimo momento de comunhão e ceia com os teus, mas não se esqueça de convidar o aniversariante para se assentar a mesa e ceiar e não deixe de ter comunhão com o convidado ilustre desta noite!

Um ótimo Natal com Cristo e Deus te abençoe!!!

Em Cristo e em seu amor,

Chris Kato

Reflexão – Você tem fome de quê?

Posted in mensagens with tags , , , , , , , , , , on maio 23, 2011 by chriskato

Sabemos bem, como aqueles que se perceberam em Deus, em Cristo, de que Ele nos fornece o alimento necessário, na justa medida, na perfeita provisão, nos fartando conforme as necessidades que sabe que temos.

Quando temos fome de Deus, não somos confundidos e o alimento que Ele nos dá, supre nossas necessidades, mesmo que ele não seja o mais saboroso ao nosso paladar, o mais cheiroso, o mais bonito aos olhos, mas é este alimento que verdadeiramente nos mantém e ele nos é dado diariamente, sem falta.

Satanás age em nossas vontades, onde somos frágeis. Reconhecendo nossa “fome”, o inimigo sempre nos oferece pratos que supostamente são saborosos, cheirosos, bonitos, muito bem montados, como por um “Grand Chef De Cuisine”, um grande chefe francês.

O inimigo tentou Jesus no deserto justamente naquilo que lhe parecia essencial, quando Satanás investe justamente nas vontades e necessidades de Cristo para tentar obter êxito. A primeira investida foi justamente na fome física de Jesus após jejuar 40 dias e 40 noites no deserto. Depois o inimigo investe em outra vontade de Jesus, que era se fazer conhecido como o verdadeiro messias, o filho amado e querido de Deus, por todos, mas como o Senhor não precisava provar nada neste momento e desta maneira, recusou-o a oferta do diabo. Por último, Satanás o levou a um alto monte para lhe mostrar todos os reinos do mundo e como Jesus carregava a característica messiânica de ser o Cristo, o Senhor desejava ver todas as nações prostradas a Deus, mas o diabo não considerou que embora Jesus estivesse na condição do Deus encarnado, que Ele tinha a cabeça e a mente de Deus e por isso o diabo saiu frustrado de seu intento. Mas conosco, não é bem assim que funciona, somos mais frágeis, sobretudo, quando agimos por conta própria, desconsiderando os cuidados de Deus.

Texto para verificação e reflexão – Mateus 4: 1-11

Existem diversos tipos de fomes, paladares. A que vem primeiramente em nossa mente é a fome física, a vontade de suprir as necessidades do corpo humano com alimentos. Mas também existe a fome por poder, por ganância, por sucesso, por prostituição, por dinheiro, por fama, por reconhecimento, etc… São tantas fomes… São tantos paladares…

Por muitas vezes nos alimentamos dos manjares, rejeitando o que Deus coloca a nossa mesa, desdenhando do que o Senhor tem para nós como alimento. Quase sempre queremos mais… Mais sabor, mais aroma, mais beleza no prato que nos é servido… Somos seduzidos por isso. Queremos quase sempre mais!

Exemplos práticos:

Um pescador só fisga um peixe quando coloca uma isca (comida para peixe) a fim de atrair e capturá-lo. Um anzol vazio não é atrativo para um peixe, correto?

Um caçador de passarinhos coloca comida (alpiste ou outro alimento destinado a este tipo de animal) para atraí-lo e capturá-lo em uma arapuca (instrumento rudimentar, mas eficiente para a captura de pássaros), prendendo-o, cerrando-o em uma gaiola posteriormente.

Reparem que é mediante a fome e o que é servido como alimento que fazem com que estes animais tenham como destino, serem capturados e retirados de sua liberdade. O peixe geralmente vai para a panela, já o pássaro, tem como destino ficar preso em uma gaiola.

Será que podemos nos enxergar nestas situações também? Será que não somos apanhados muitas vezes por nossas vontades, nossas “fomes”?

Estou utilizando a palavra “Fome” como figura de linguagem, uma metáfora, mas leia-se “Vontade, Desejo”.

A insatisfação do homem mediante aos cuidados de Deus:

Muitas vezes demonstramos insatisfação para com os cuidados de Deus em relação a nós.

Ele nos alimenta, nos dá o que é necessário para nos mantermos, para vivermos, mas quase nunca estamos satisfeitos com o que Ele nos dá. É a questão do “quase sempre queremos mais”.

Vejamos como os Hebreus murmuraram contra Moisés e Arão, quinze dias após deixarem o Egito, rumando pelo deserto a caminho da terra prometida.

Segundo a bíblia, o povo hebreu preferia morrer na escravidão de Faraó, porque lá mesmo sendo escravos, eram bem tratados e tinham fartura de pão e carne e por este motivo, a fome, o “querer mais”, esqueceram-se da bondade de Deus.

Texto para verificação e reflexão – Êxodo 16: 1-4

No texto do livro do profeta Joel, capítulo 2, dos versos 18 ao 27, podemos constatar que nosso Senhor Deus supre as nossas necessidades físicas e espirituais e que não devemos nos preocupar em tomar as rédeas da situação, porque Deus está no controle e nos dará o que é necessário e melhor. Neste texto do livro do profeta Joel, Deus fala com Israel, seu povo, mas como também recebemos a adoção por parte de Deus, também podemos nos valer dele.

Texto para verificação e reflexão – Joel 2: 18-27

Sabemos então que o diabo nos tenta em nossas necessidades, vontades e fomes e também sabemos que Cristo o venceu na carne, por ter a mente e a cabeça de Deus, portanto, também podemos vencer as tentações e as ofertas que o diabo nos oferece nos valendo da graça que nos fora dada, a fim de termos a mente de Cristo Jesus.

Leitura de texto para verificação e reflexão: 1 Coríntios 2: 13-16

Se podemos, pela graça, termos a mente de Jesus Cristo, podemos assim, discernir espiritualmente todas as coisas a fim de que não sejamos confundidos e sejamos alimentados com aquilo que vem única e exclusivamente de Deus. Desta feita, teremos uma vida espiritual saudável.

No Amor de Cristo Jesus,

Chris Kato

A Passagem… A Páscoa e seu real significado

Posted in mensagens with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 20, 2011 by chriskato

Quando pensamos em Páscoa, logo vêm as nossas mentes imagens de coelhinhos e o sabor do chocolate parece já adoçar a boca, mas esta data possui outro significado, que é real e muito mais relevante.

A festa, que em hebraico é chamada “Pessach” (que significa “Passagem”) originou-se a muitos e muitos anos, com a finalidade de celebrar a libertação do povo de Israel, que era escravizado por Faraó e pelos egípicios. Este fato ocorreu acerca de 1.400 anos antes de Cristo.

A Páscoa é celebrada no mês de “Nisã”, que também é chamada de “Abib”, que é o primeiro mês do calendário judaico e corresponde a março-abril do calendário gregoriano. A primeira Páscoa marcou o início de uma nova vida para o povo de Israel.

O “Pessach” representa a libertação da escravidão e um novo começo para o povo hebreu, porém, para nós, a Páscoa possui um significado tão mais sublime, pois, Jesus Cristo, ao dar-se por nós na cruz do calvário, tornou-se nosso libertador e nos deu a possibilidade de um novo começo, uma nova vida.

A morte do Messias, o unigênito do Deus vivo, nos trouxe redenção, bem como nos possibilitou a reconciliação com Deus.

Jesus, como todo judeu, também tinha por costume a comemoração da Páscoa e a última vez em que a celebrou foi no que conhecemos como Santa Ceia (Ref. Bíblica: Mt 26: 17-30; Mc 14: 12-26; Lc 22: 7-23), onde esteve junto de seus discípulos, um dia antes (quinta-feira, portanto) de ser capturado para sua morte.

No dia seguinte (sexta-feira), Jesus concluiria a sua redenção e desde então, a Páscoa ganhou um novo significado, pois Cristo ao se entregar em favor de nós na cruz, promoveu uma libertação de tamanho um tanto maior do que a ocorrida com o povo hebreu.

Outro dia nasceu (sábado), e com ele, a incerteza, o medo e a dor de se perder alguém que se ama, também. Um grande abatimento tomou conta de todos os que o seguiam e os que n’Ele criam, pois haviam “matado” o filho de Deus.

Ao terceiro dia após a morte de Cristo (domingo), pela madrugada, Maria Madalena e Maria (mãe de Tiago) foram até o sepulcro onde haviam depositado o corpo de Jesus, a fim de levarem especiarias que haviam preparado para ungir o corpo, porém, ao chegarem próximas ao local do sepultamento, notaram que a pedra que fechava o túmulo estava fora de seu lugar e que o corpo do Mestre já não mais se encontrava no local.

Nota: Segundo o evangelho de Mateus, capítulo 28, versos 1 ao 4, um anjo do Senhor desceu do céu e houve um grande terremoto, depois removeu a pedra e assentou-se sobre ela. Os soldados que guardavam a sepultura, foram testemunhas do ocorrido e ficaram atemorizados com a aparição do anjo.

O desespero e o pranto copioso tomaram conta das seguidoras de Jesus, pois pensaram que haviam roubado o corpo do amado Mestre.

Ainda aos prantos, foram surpreendidas por dois anjos (ou varões com vestes resplandecentes, se preferir), que indagaram: “Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite.” Lucas 24: 5-7

Então elas lembraram-se das palavras de seu Mestre e alegraram-se muito. Foram prontamente avisar aos apóstolos e os demais discípulos (seus Talmidim, que quer dizer, aprendizes ou discípulos em hebraico) que Cristo havia ressuscitado, que havia vencido a morte e o inferno, porém, a incredulidade e tristeza ainda tomavam conta dos corações dos demais.

Dois de seus discípulos iam para uma aldeia, cujo nome era Emaús no domingo, terceiro dia após a morte de Cristo e muito contristados pelo ocorrido em Jerusalém naqueles dias, seguiam pelo caminho conversando um com o outro sobre os tais fatos, quando Jesus aproximou-se deles e começou a caminhar e conversar com ambos, desejando saber sobre o que falavam. Não o reconhecendo, estes homens falavam a respeito do que os principais dos sacerdotes e dos príncipes haviam feito com Jesus, o Nazareno e de como eles estavam triste porque esperavam que o Homem que fora morto na cruz fosse o redentor de Israel.

Com paciência, Jesus abriu as escrituras a fim de lhes mostrar tudo que estava escrito sobre o Messias e sobre como ele devia padecer. Enquanto escutavam estas palavras, seus corações ardiam, mas mesmo assim, não o reconheceram.

Sendo já tarde, quase noite, Jesus fez como quem ia para mais longe (Lc 24: 28), mas Cleopas (identificado como irmão de José, marido de Maria e um destes dois que iam para Emaús) e seu companheiro constrangeram Jesus a ficar com eles.

E estando todos à mesa, tomando o pão, o abençoou, partiu e lhes deu e então abriram-se os olhos e o reconheceram, posteriormente, o Senhor desapareceu. (Lc 24: 30-31)

Na mesma hora, os discípulos levantaram-se e voltaram para Jerusalém, para anunciar aos onze apóstolos e os demais talmidim, que realmente o Senhor havia ressuscitado.

Ainda falando destas coisas, o próprio Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: “Paz seja convosco.” (Lc 24: 36)

Todos ficaram maravilhados e creram que de fato Cristo era ressurreto e vivia novamente, pois, o Senhor lhes abriu o entendimento para que compreendessem tudo o que Ele havia de padecer e que após o terceiro dia, levantaria dos mortos, para que em Seu Nome, aqueles que testemunharam todas essas coisas pregassem o arrependimento e a remissão dos pecados a todas as nações. (Lc 24: 46-47)

Portanto, entendemos que o motivo real de se comemorar a Páscoa é celebrar, não a morte, mas sim, a vida de Cristo Jesus. Este é o real significado da Páscoa para os cristãos.

Na comemoração do “Pessach” ou Páscoa judaica, um cordeiro era morto para a refeição, como símbolo da libertação da escravidão do Egito, porém, o Cordeiro de Deus foi entregue a morte para que tivéssemos vida com Deus novamente.

Ao cumprir sua Paixão, derramando seu sangue inocente por amor de nós, Jesus nos libertou da escravidão do pecado e saldou nossa dívida, comprando-nos por bom preço.

A melhor notícia que poderíamos ter é que nosso Redentor não morreu, mas vive, hoje e para todo o sempre e de que haveremos de viver com Ele eternamente. Ele venceu por nós. Aleluias!!!

No Amor de Cristo,

Chris Kato

Assista a estes maravilhosos vídeos:

Uma forma diferente de se entender o triunfo de Cristo, assista:

Leonardo Gonçalves – Getsemâni ao vivo:

Pr.Antonio Cirilo e Santa Geração – Triunfo de Cristo (Linda canção que me toca profundamente)

Leonardo Gonçalves – Ele Vive ao vivo:

Reflexão – Seguir a Cristo é serví-lo!

Posted in mensagens with tags , , , , , , , , , , , , , , , on abril 12, 2011 by chriskato

Vou compartilhar a partir de hoje com todos vocês os textos sobre reflexões que temos feito em reuniões semanais em caráter interdenominacional, pois, entendo que a igreja pode e deve reunir-se em outros lugares, além dos templos, afinal, como já dizia Paulo, em Deus vivemos, nos movemos, e existimos.

Crendo neste trecho do livro de Atos, capítulo 17, versículo 28, que em nosso Senhor vivemos, existimos e nos movemos, temos nos encorajado a mover-nos, não limitando-se a ficarmos engessados apenas nos templos.

Ter vida congrecional é necessário, portanto, nos reunimos semanalmente nos lares apenas para nos fortalecermos em fé, para compartilhar da Graça conquistada por Jesus Cristo na cruz do Calvário, trazendo para os dias de hoje alguma essência que se perdeu, que vejo como algo extremamente saudável e que a igreja primitiva tinha como prática.

É impressionante como existem inúmeras pessoas que estão feridas pela religiosidade, mas estes nossos encontros não configuram uma pseudo-igreja (cito igreja como instituição aqui) para abrigar a estes, mas temos os encorajado e fortalecerem-se na fé, a conhecerem melhor a Graça (impressionante como muitos ainda não compreenderam o que Jesus conquistou na cruz por nós!), para que possam viver uma fé mais saudável em suas respectivas comunidades. É tão recente, mas Deus já tem curado feridas, sarado mágoas, tratado corações. Glórias a Ele!

Nesta primeira reunião, conversamos e refletimos sobre o exemplo que Cristo deixou a seus apóstolos e consequentemente a todos nós, ao lavar os pés dos seus. Isso demonstra a preocupação de deixar bem claro aos seus discípulos que Ele desejava que tivéssemos a mesma postura com nossos irmãos, com o próximo, deixando de lado qualquer orgulho para que possamos nos tornar servos, consequentemente, agradando-o.

Feita a introdução, vamos ao texto da reflexão do dia 20 de Fevereiro de 2011.

SEGUIR A CRISTO É SERVÍ-LO!

Se amamos a Cristo, somos seus servos!

Se servimos a Cristo em seus propósitos, devemos seguir seus exemplos e ensinamentos, descritos e relatados em sua palavra, pois, servindo a Cristo, honramos ao Pai Celestial, que é Deus.

“Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.” João 12:26

Entendemos que aqueles que amam verdadeiramente a Deus, a Jesus Cristo, adotam uma postura servil.

Servil: adj. Relativo à condição ou estado de servo: trabalho servil.

O mundo e seu sistema, bem como os sofismas que o inimigo lança em nossas mentes, tentam nos convencer de que ao adotarmos a postura de servos, nos tornamos pessoas inferiores, indignas. Segundo o mundo e os sofismas que o inimigo de nossas almas lança em nossos corações e mentes, devemos cada vez mais nos destacarmos perante a sociedade, subindo os degraus da ascenção social, atingindo níveis superiores, de que não temos que servir, mas sermos servidos, conforme vamos ascendendo.

Ascenção: Elevação, subida, atingir um grau superior.

O mundo e seus valores não compreendem o porquê de alguém que poderia estar em um posto superior, deseja fazer exatamente o contrário, colocando-se como alguém inferior, por amor de Cristo.

Para nós e para Jesus, essa postura servil que o mundo julga como sendo algo inferior, tem uma outra conotação.

Para nós e para Jesus, ser servo não denota fraqueza ou falta de qualificações para que estejamos em patamares superiores, mas para o padrão de Cristo, ser servo e inferior mediante aos padrões deste mundo é ter virtude da parte de nosso Salvador e Redentor.

Servos são vistos pelo mundo e quem nele está como sendo pessoas que exercem atividades indignas e inferiores a quem elas servem, por exemplo, mas Jesus nos diz com suas próprias palavras no texto do evangelho de João, capítulo 12, verso 26, como lemos acima, que se servimos ao próximo, aos aflitos, aos quebrantados em seu Nome, honramos a Deus e por Ele seremos honrados por isso. Mas entendo, enquanto cristão que ama ao seu Senhor, que não nos tornamos servos e servimos de boa vontade com a intenção de que Deus nos honre, mas sim, porque o obedecemos, porque somos gratos e se somos obedientes e gratos, o amamos verdadeiramente.

“Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.

E, acabada a ceia, tendo o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse,
Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se.

Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.

Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim?

Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.

Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo.

Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça.

Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos.

Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos.

Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?

Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.

Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros.

Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.

Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.

Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.

Não falo de todos vós; eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: O que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar.

Desde agora vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou.

Na verdade, na verdade vos digo: Se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.” João 13: 1-20

Neste texto, também extraído do evangelho de João, Jesus nos ensina o mesmo que ensinou aos seus discípulos, exemplos de humildade e postura servil.

Jesus, ao lavar os pés de seus discípulos, lhes ensina e nos ensina sobre humildade e altruísmo.

Altruísmo: Sinônimo de solidariedade. Amor desinteressado ao próximo; abnegação.

Vale lembrar que a tarefa de lavar os pés dos convidados era tido como algo indigno. Quem o fazia, era considerado alguém inferior, mas Jesus nos deu o exemplo, nos mostrando que este é o seu padrão, que a inferioridade e indignidade atreladas a esta questão, são virtudes em seu padrão.

Humildade e servidão, estes são padrões de Jesus e devemos adotá-los para o nosso viver. Isto é adorá-lo, pois quando o obedecemos, entendemos seus propósitos e nos colocamos a disposição para que eles se cumpram em nós, o adoramos verdadeiramente e honramos a Deus (Jo 12: 26).

Jesus Cristo nos deixa bem claro, que este é o papel da igreja.

“Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.

Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros.

Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.

Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.

Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” João 13: 13-17

AMAR AO PRÓXIMO, SERVÍ-LO, É TER COMPROMISSO COM JESUS CRISTO E PARA COM DEUS, NOSSO SENHOR!

Te encorajo a ser contado com aqueles que servem, para honra e glória de nosso Senhor!!!

Um grande abraço,

No amor de Cristo, sempre!!!

Chris Kato